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Heteronormatividade e “heterossexualidade compulsória” (Adrienne Rich) na teoria do cinema
Se os anos 80 revelaram que a teoria do cinema fora normativamente branca e européia, também tornaram evidente que esta fora normativamente heterossexual. (p. 288)
A teoria queer
Marcos e referências no campo do cinema
Livro The Celluloid Closet: Homosexuality in the Movies (Vito Russo, 1981)
Arquétipos homofóbicos do cinema dominante
Artigo “Stereotyping”, de Richard Dyer (no livro que ele organizou, Gays and Film)
O objetivo para Dyer não consistia apenas em denunciar os estereótipos ou criar imagens positivas, mas, sim, em obter uma auto-representação complexa, diversa e matizada. (p. 291)
Teresa de Lauretis e o conceito de tecnologias do sistema sexo/gênero
B. Ruby Rich:
enquanto os gays podiam simplesmente sair em busca de materiais gays, as lésbicas tinham de verdadeiramente criar esse material por meio de um processo a que [Ruby Rich] denomina “a grande reescrita lésbica”. Se “os rapazes são arqueólogos, as garotas têm de ser alquimistas” (Rich 1992, p. 33). (p. 293)
Relação da argumentação de Stam com o que é desenvolvido no livro que escreveu em co-autoria com Ella Shohat, Crítica da imagem eurocêntrica (Unthinking Eurocentrism)
A teoria européia e norte-americana do cinema, durante a maior parte do século, parece ter sofrido da ilusão de ser destituída de raça. (p. 299)
Uma “abordagem relacional e dialógica” voltada para “uma crítica radical das relações de poder, um apelo por um intercomunitarismo [intercommunalism] substantivo e recíproco” (p. 297)
Um multiculturalismo radical ou policêntrico exige uma profunda reestruturação e reconceituação das relações de poder entre comunidades culturais. (p. 297)
Multiculturalismo policêntrico ≠ pluralismo liberal
Estudos de mídia multiculturais (multicultural media studies)
Análise de estereótipos
Ainda que as análises de distorções e estereótipos tenham colocado questões legítimas sobre plausibilidade social, precisão mimética, estereótipos negativos e imagens positivas, são frequentemente baseadas em uma fidelidade exclusiva a uma estética da verossimilhança. (p. 303)
Uma alternativa à abordagem dos estereótipos e distorções miméticos é pensar menos em termos de imagens e mais em termos de vozes e de discursos. (p. 308)
Estudos sobre branquitude/branquidade
Perspectiva de um multiculturalismo comparativo
Campo de absorção das teorias associadas ao Terceiro Mundo
Texto fundacional: Orientalismo, de Edward Said, publicado originalmente em 1978
Outras referências:
Relação da teoria pós-colonial com o “antiessencialismo pós-estruturalista” e contraponto à demarcação de identidades característica tanto de discursos racistas e colonialistas quanto de discursos terceiro-mundistas
Embora a teoria pós-colonial recepcione e desenvolva os insights do pós-estruturalismo, de certo modo, mantém uma relação antagonista com o pós-modernismo, para o qual constitui algo como uma espécie de campo reverso. Se o pós-modernismo é eurocêntrico, narcisista, alardeando a eterna novidade do Ocidente, a crítica pós-colonial sustenta que os modelos ocidentais não podem ser generalizados, que o Oriente se encontra no Ocidente e vice-versa […]. (p. 324)
Críticas: