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Ajudando clientes descobrirem seguros com facilidade

Quando a proposta original deixaria 94% dos clientes sem nenhuma oferta de seguro visível.


A proposta original do SuperApp priorizava produtos já contratados, o que deixaria 94% da base praticamente sem conteúdo visível na home de Seguros. Eu argumentei uma alternativa e desenhei uma home dividida em duas áreas, oferta de produtos em destaque máximo e pós-venda em segundo plano, aprovada sem revisões e lançada em três meses.


Uma home que limitava a oferta e a descoberta de produtos.

O BRB estava transformando seu aplicativo em um SuperApp. Como referência, um time do banco trouxe do Vale do Silício o conceito de organizador financeiro, no qual a home de Seguros exibiria apenas os produtos já contratados pelo cliente, em formato de dashboard que mostrava quais valores e quais bens estavam segurados.

O problema era que apenas 6% da base possuía um seguro ativo. Para os outros 94%, a home ficaria praticamente vazia, enquanto os produtos disponíveis para contratação permaneceriam escondidos nas etapas seguintes do fluxo.

Os dados apontavam para o mesmo ponto: aproximadamente 20% dos brasileiros possuem algum seguro (fonte: 22ª edição do Boletim IRB+Mercado, IRB+Inteligência/Susep). Ao mesmo tempo, as fintechs davam destaque às ofertas, enquanto os bancos tradicionais concentravam a experiência na consulta do catálogo de produtos.

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A conclusão era clara: é difícil vender seguros no Brasil, uma home que escondia os produtos não era neutra, ela reforçava exatamente essa barreira.


Projetando sob restrições técnicas e políticas.

Minha responsabilidade era avaliar a proposta de home apresentada pelo time do banco e, identificando que ela carregava um problema estrutural para a nossa área, argumentar e construir uma alternativa comercialmente mais eficaz antes que essa proposta fosse implementada.

Restrições

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A solução precisava seguir o design system já definido para o SuperApp, sem destoar do restante da experiência.

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A solução precisava seguir o design system já definido para o SuperApp, sem destoar do restante da experiência.

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O maior desafio não era de design, era político. O time do banco tinha autoridade de veto sobre decisões do SuperApp e tinha construído a proposta com intenção e referência de mercado próprias. Eu precisava demonstrar, com método, onde essa proposta falhava para a nossa estratégia, sem transformar a discussão em uma crítica ao trabalho da equipe.


Transformando uma crítica de layout em um argumento de negócio.