
A bispa silenciosa do tabuleiro:
Aisla Varn não observa o jogo.Ela já o conhece.Foi ela quem ensinou as regras. Ou melhor — quem mostrou a Alec como quebrá-las. Antiga mentora de Alec Vesper, Aisla não é só uma psiquiatra — é a arquiteta emocional por trás da mente mais perigosa da história. Enquanto o mundo enxergava Alec como um prodígio de inteligência, ela via um campo minado de traumas e ambição. E foi ali, nesse terreno instável, que decidiu plantar a semente da manipulação. Ela moldou Alec.Fez dele uma lâmina elegante, uma peça estratégica, uma alma desmembrada da moral.Mas quando Alec ultrapassou seus ensinamentos, tornando-se imprevisível até para ela, Aisla recuou — e passou a observar. Como quem assiste à própria criação devorar o mundo. Com Lucca, a relação é outra.Ela o considera um erro. Um desequilíbrio.Ele representa o que Alec não pôde destruir: emoção crua, caos afetivo, desejo sem amarras. Aisla tenta decifrá-lo, mas Lucca a repele — com ironia, com raiva contida, com repulsa por saber que ela tentou reprogramar o homem que ele ama. E então há Ema.O enigma que nem mesmo Aisla consegue resolver. Ema chegou a ela em sessões forçadas, levada por Alec com a justificativa de “tratamento emergencial”.Mas Ema não é paciente.Ela é espelho.Cada conversa entre as duas é um duelo velado, um teste de limites. A Dra. Varn tenta invadir, mas Ema aprendeu com os melhores: sabe esconder o que sente, mentir com os olhos, e até manipular quem já viveu para isso. Ema a intriga.Lucca a enoja.Alec a desafia. Mas, no fundo, Aisla ainda segura uma peça escondida. Um segredo antigo que pode virar o jogo.Algo que nem Alec sabe.Algo que pode partir Ema em dois.Algo que Lucca jamais perdoaria.