— Isso aqui vai andar?

— Não agora. — Respondeu Tate, limpando a graxa das mãos.

— E quando andar, vai ter sentimentos? — Ela perguntou, sentando-se ao lado do chassi incompleto.

— Vai ter reações. A parte emocional vem depois.

— Mas por que fazer um robô que sente?

— Porque é o único jeito de saber se ele entende o que faz.

— E se ele entender… E quiser parar?

— A gente projeta limites. Protocolos.

— E se ele quebrar esses protocolos?

— Então a falha não está na máquina. Está em mim.

Ela ficou olhando o esboço impresso, o corpo metálico ainda sem rosto. Tate a observava discretamente, como se já estivesse fazendo cálculos, mesmo sem abrir a boca.