A metodologia da Plataforma HIDRA foi concebida para unir rigor acadêmico, inovação tecnológica e aplicabilidade prática, organizando-se em três frentes principais:
O diferencial está na pesquisa-ação colaborativa, que garante a legitimidade social da solução ao envolver stakeholders (CBHs, Agências de bacia, investidores, fornecedores e beneficiários) desde o início, promovendo um ciclo contínuo de retroalimentação entre pesquisa, prototipagem e produção.
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No conjunto, o diagrama evidencia um fluxo dinâmico e iterativo, em que os resultados de cada fase alimentam as seguintes, com a participação ativa de stakeholders assegurando relevância prática e legitimidade social.
O desenvolvimento da HIDRA segue uma agenda de pesquisa-ação, com um percurso metodológico que articula teoria, prototipagem e implementação colaborativa. Essa trajetória foi concebida como um Roteiro de Impacto de evolução modular, no qual a plataforma é implementada em fases progressivas.
Cada novo módulo ou nível de funcionalidade aumenta o impacto da HIDRA na resolução dos desafios crônicos da gestão hídrica, como a burocracia, a falta de transparência e o baixo engajamento comunitário, conforme representado na matriz abaixo.
Conjuntamente, a transição de um modelo Web 2.0, centralizado, para um ecossistema Web 3.0, descentralizado, ocorre de forma gradual, atingindo seu potencial máximo nos níveis 4 e 5, quando a plataforma integra plenamente o Marketplace, a governança por tokens e os oráculos automatizados.

Assim ilustramos de forma prática como o desenvolvimento progressivo da HIDRA pode gerar dados estruturados para avaliar impactos sobre burocracia, transparência, custos administrativos e engajamento comunitário. Esse tipo de análise abre caminho para investigações futuras em nível de doutorado, dedicadas ao refinamento da Análise de Custos de Transação e à mensuração de impactos sociotécnicos em diferentes bacias hidrográficas, por exemplo.
Ao mesmo tempo, oferece insumos aplicáveis a pesquisas institucionais ou mesmo privadas potencialmente financiadas pelos Comitês ou agências de bacia, que podem utilizar a HIDRA como laboratório vivo para validar modelos de governança e financiamento inovadores.
O uso piloto no CBH-R2R, por exemplo, poderia servir como campo de experimentação para um Produto Mínimo Viável (MVP) e espera-se a viabilização de testes em ambiente regulatório (sandbox), via parceria sendo estabelecida com instituições como o LIFT Learning do Banco Central, para assegurar a conformidade com as normas de criptoativos e do DREX.
A execução desta agenda não se restringiria ao sucesso de um protótipo: visa, precipuamente, construir evidências comparativas sobre custos de transação, níveis de confiança institucional e amplitude de engajamento para validação da hipótese central de que a HIDRA contribui para a redução dos custos de transação em programas de PSAH, especialmente aqueles relacionados ao monitoramento, verificação e auditoria.
Cabe, portanto, ao escopo da presente pesquisa investigar e organizar evidências de outros casos já documentados sobre como a infraestrutura de registro distribuído (DLT) pode reduzir custos de transação na monetização de serviços ecossistêmicos, além da proposta de um modelo de análise preliminar aplicada ao contexto do CBH Rio Dois Rios - estabelecendo bases teórica e prática para o engajamento de stakeholders no desenvolvimento do protótipo e de futuras atualizações da HIDRA.
Ao sugerir um estudo de caso, este trabalho de mestrado cria condições para o fornecimento de dados que, reforço, poderão sustentar investigações futuras sob eixos como: