
Cresci na Foz do Arelho, um lugar que sempre foi o meu porto seguro e que guardo no coração como o meu sítio preferido no mundo. Crescer aqui ensinou-me a valorizar a nossa comunidade, a nossa cultura e a beleza única que só quem é de cá consegue entender. A Foz ensinou-me o valor da comunidade, da solidariedade e da partilha: frequentei as escolas, a catequese, a colónia de férias e o ATL. Ao longo da vida procurei sempre estar presente para ajudar: fiz parte do Centro Social Recreativo como vogal, participo ativamente como voluntária nas tasquinhas e na festa anual e nos últimos quatros anos desempenhei funções como secretária da Assembleia de Freguesia.
Entre traquinices das colónias de férias e memórias da escola, o Pedro e a Guadalupe sempre se destacaram pela generosidade, amor e compromisso pela Foz. Estão presentes em tudo o que fortalece a comunidade e sabemos onde os encontrar sempre que há um evento da Terra. Entre o fogão e um riso por vezes difícil, o Rogério está sempre presente a cozinhar para a comunidade com dedicação e carinho. Há também momentos de silêncio e respeito, quando carrega a cruz nos velórios, mostrando assim o cuidado e respeito que tem pelas pessoas e tradições da terra.
Acredito que com eles a Foz do Arelho continuará a crescer de forma sustentável, preservando a sua identidade, trazendo jovens à nossa Terra, sem nunca esquecer dos mais velhos, fortalecendo assim a comunidade e garantindo que todos se sintam valorizados.
A Foz é mais do que um simples lugar, é parte de quem somos, e é com orgulho que estou lado a lado com quem trabalha com paixão por esta terra.