♞ O ferrageamento é uma prática indispensável na clínica e no manejo de equinos, pois garante proteção ao casco, melhora o desempenho atlético e previne patologias locomotoras. O casco é uma estrutura queratinizada que suporta o peso do animal e absorve impactos durante a locomoção. Alterações no equilíbrio podal podem gerar sobrecarga em tendões, ligamentos e articulações, predispondo a claudicações e doenças como laminite, síndrome do navicular e deformidades angulares.
Os motivos para ferrar incluem:
- Proteção contra desgaste excessivo em animais que trabalham em pisos duros ou abrasivos.
- Correção de desequilíbrios biomecânicos, ajustando o apoio e a distribuição de forças.
- Tratamento de patologias podais, utilizando ferraduras terapêuticas para reduzir dor e redistribuir carga.
- Melhora do desempenho esportivo, com ferraduras leves que favorecem velocidade e impulsão.
- Prevenção de lesões, evitando fissuras, rachaduras e sobrecarga articular.
♞ Existem diversos tipos de ferraduras, cada uma com indicações específicas:
- Ferraduras de ferro: tradicionais, resistentes e duráveis. Indicadas para cavalos de trabalho e lazer em terrenos duros.
- Ferraduras de alumínio: mais leves, reduzem a massa distal do membro, favorecendo desempenho em corridas e esportes hípicos.
- Ferraduras com barra: unem os ramos da ferradura, redistribuindo o peso. Usadas em casos de laminite e fraturas de falange distal.
- Ferraduras em ovo (egg bar shoe): prolongam o apoio posterior, indicadas para síndrome do navicular e tendinites.
- Ferraduras ortopédicas: corrigem conformações anormais, como varo e valgo, e auxiliam em reabilitação pós-lesão.
- Ferraduras com pinças/guarda-casco: alteram o ângulo do casco, usadas para corrigir aprumos e reduzir tensão em tendões flexores.
- Ferraduras de corrida: extremamente leves, geralmente de alumínio, para maximizar velocidade.
- Ferraduras terapêuticas com silicone ou resina: proporcionam amortecimento adicional, usadas em cavalos com dor crônica ou cascos frágeis.
A biomecânica equina demonstra que cada fase da locomoção, apoio, impulso e suspensão, exige que o casco suporte pressões distintas. O ferrageamento adequado distribui essas forças de forma equilibrada, prevenindo sobrecarga e garantindo movimentação natural. Já o ferrageamento incorreto pode gerar claudicação secundária, sobrecarga unilateral e até degeneração articular precoce.
Portanto, o ferrageamento não é apenas uma prática de manejo, mas um recurso terapêutico e preventivo, diretamente ligado à biomecânica e à medicina veterinária equina.
- Motivos para ferrar
- Proteção contra desgaste excessivo.
- Correção de desequilíbrios biomecânicos.
- Tratamento de patologias podais (laminite).
- Melhora do desempenho esportivo.
- Prevenção de lesões e fissuras.
- Tipos de ferraduras e usos
- Ferro: durabilidade, cavalos de trabalho.
- Alumínio: leveza, cavalos de corrida e esportes.
- Com barra: redistribuição de peso, laminite, fraturas.
- “Em ovo”: apoio posterior, síndrome do navicular.
- Ortopédicas: correção de aprumos, reabilitação.
- Com pinças/guarda-cascos: ajuste de ângulo, redução de tensão em tendões.
- De corrida: máxima leveza, velocidade.
- Terapêuticas com silicone/resina: amortecimento, cascos frágeis.