âš« Chamam de cidade.
âš« Mas Ă© mais uma ferida aberta na terra.
Um assentamento cresceu ao redor do buraco — não por curiosidade, mas por fome. A dungeon atrai pessoas, e onde pessoas se acumulam, sempre surge algo para se alimentar delas.
No centro de tudo está o Poço da Descida: um enorme abismo reforçado com correntes, roldanas e plataformas de vigilância. Ninguém entra sem ser visto. Ninguém sai sem ser notado.

As pessoas daqui seguem um sistema de fĂ© completamente descentralizado e ritualĂstico, centrada na descida, no sacrifĂcio e na proximidade com as profundezas. Rezam, jejuam, marcam seus corpos e falam constantemente sobre destino e julgamento.
Mas a fé deles não os torna bondosos.
Os torna certos.
Eles acreditam que quem desce é escolhido — ou condenado. Que o sofrimento tem significado, especialmente quando é dos outros. E que a dungeon não deve ser compreendida, apenas suportada.
Seus rituais são reais. Sua devoção é real.
Sua compaixĂŁo nĂŁo Ă©.

Tudo em Fundura existe por causa da dungeon.
Equipamentos seguem os preços normais, mas acesso e disponibilidade variam. Informações são guardadas ou vendidas. Ferimentos são oportunidades. Morte é esperada.