
“Portanto, eu lhes digo: não se preocupem com a sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com o seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Observem as aves do céu: não semeiam, não colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta.”
Mateus 6:25–26 (NVI)
O início de um novo ano costuma trazer uma pressão silenciosa. A sensação de que é preciso produzir mais, dar respostas rápidas, mostrar resultados e acompanhar o ritmo de tudo e de todos. Aos poucos, a ansiedade se instala porque começamos a carregar expectativas que Deus nunca colocou sobre nós.
É nesse contexto que Jesus nos confronta com um convite simples e profundamente necessário: não andem ansiosos.
A ansiedade não nasce apenas das circunstâncias, mas da comparação e da tentativa de controlar o tempo, os processos e os resultados. No começo do ano, ela se disfarça de organização, metas e produtividade, mas, por dentro, o coração vai se tornando inquieto.
Ao apontar para as aves do céu, Jesus nos chama para outro ritmo. Elas não vivem presas ao amanhã, não carregam o peso do ontem e não competem entre si. Vivem o hoje com confiança. Esse não é um convite à irresponsabilidade, mas a uma fé que descansa.
A ansiedade revela em quem temos confiado. Ela expõe prioridades desalinhadas e uma alma que aprendeu a viver acelerada como se isso fosse produtividade. Muitas vezes, estamos ocupados com boas coisas, mas distantes do lugar que Deus deseja para nós.
Uma agenda cheia demais, quase sempre não tem tempo para Deus. Orar, jejuar e se consagrar, especialmente no início de um ano, é um ato de fé. É escolher não começar o ciclo novo na força do próprio braço, mas sob o governo de Deus. É permitir que Ele ajuste o ritmo da sua alma e revele a você as melhores decisões a tomar.
Quem vive tentando corresponder à pressão da alta performance perde a alegria de desfrutar o hoje. Quem vive pressionado por resultados perde a sensibilidade aquilo que mais tem valor na vida: a presença de Deus.
Talvez o convite para este início de ano não seja correr mais, mas alinhar melhor. Que seja um jejum da mente acelerada, da vida apressada e da agenda hiperlotada.
Jesus nos chama de volta para Ele. Quando Ele está no centro, a ansiedade perde espaço.
Oração
Senhor, no início deste novo ano, eu entrego a Ti as pressões, as comparações e a ansiedade que tentam ocupar o meu coração. Livra-me da necessidade de provar valor, produzir sem descanso ou viver no ritmo que não vem de Ti. Ajusta as minhas prioridades, desacelera a minha alma e ensina-me a confiar em Ti desde o começo. Que eu caminhe este ano guiado pela Tua paz e não pela ansiedade. Amém.