A HIDRA articula múltiplas dimensões referenciais:

A concepção da Plataforma HIDRA articula essas diversas dimensões referenciais — sociocibernética e teoria dos sistemas (Umpleby & Dent, 1999), economia da funcionalidade e cooperação (Da Silva et al., 2020), ética decolonial (Schulz, 2017) e estética solarpunk (Reina-Rozo, 2021) — em um desenho que se traduz, no plano prático, em três grandes campos teóricos que estruturam a proposta.
Na Economia dos Custos de Transação (ECT), essas referências se materializam na busca por eficiência: a sociocibernética fornece a lente de sistemas adaptativos para reduzir incertezas, enquanto a EFC orienta a valorização do uso e da cooperação como alternativas para mitigar custos de monitoramento e auditoria (Williamson, 1979).
No campo da Governança de Sistemas Complexos de Fluxos, a ética decolonial contribui ao recolocar comunidades no centro das decisões, ampliando legitimidade e inclusão, enquanto a perspectiva sistêmica fortalece a governança policêntrica, essencial para arranjos hÃdricos em múltiplas escalas (Sobrinho et al., 2019).
Já nas Finanças Regenerativas (ReFi), a estética solarpunk inspira a visão de futuros sustentáveis, ao passo que a EFC e a ética decolonial convergem para novos arranjos financeiros que não apenas evitam danos, mas criam ciclos de restauração. Assim, a HIDRA se afirma como um catalisador que transforma princÃpios multidimensionais em práticas concretas, direcionando tecnologia e colaboração para um futuro hÃdrico regenerativo (Schletz et al., 2023).
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