— O que é isso? — Perguntou Tyler, apontando para uma caixa empoeirada. Limpar o sótão ao fim de semana certamente configurava como uma atividade pouco tediosa.
— Nada. Só coisa velha. — Disse Tate, desviando o olhar.
— É nossa. — Ela respondeu, abrindo a tampa com cuidado.
— Isso é… Uma carta minha? — Tyler pegou um papel rabiscado. A caligrafia era horrível. Sequer deveria ser completamente alfabetizado quando fora escrita.
— Eu guardei todas. — Ela murmurou, sem encará-los.
— Você sempre faz isso, não é? Guarda tudo.
— Porque ninguém mais se lembra. — Ela disse, quase num sussurro.
— Eu lembro! — Disse Tyler, genuinamente surpreso enquanto a caixa era vasculhada.
— Nós deveríamos queimar algumas dessas coisas. Elas só ocupam espaço. — Disse Tate, após um tempo.
— Você sempre tenta esquecer as coisas.
— E você sempre tenta sentir demais.
Ela abraçou a caixa. E por um instante, ninguém soube o que dizer.