Um post pra cada semana durante 1 ano. É um exercício de observar o mundo como signos e se colocar no momento presente. Calcular os micromovimentos e criar um diário visual. Uma extensão dos anseios diários, tal como um diário propriamente dito, ou visto.

Pedro Tofo
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Criador de conteúdo e músico. Produz vídeos e fotos profissionalmente desde 2014, trabalhou em agências de publicidade como designer gráfico e segue à frente da Caravela Studio desde 2018, produzindo vídeos publicitários, campanhas de moda e afins.
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Junho passou em desvairada. Alguns dias distraído, outros atento mais ao distante que o presente. “O melhor lugar é aqui e agora”, mentaliza isso, ansiedade. A evolução deixou um rastro bem grande na sobrevivência, aquele alarme do perigo iminente. Esse sentimento é meio fantasma né? O receio de um dia faltar trabalho, de não ser reconhecido, de perder tudo de uma hora pra outra, qualquer pessoa com pé no chão pensa nisso.
Talvez quem não tenha crescido com o sentimento de “corda no pescoço” nem seja tão açoitado com esses pensamentos. Mas é algo que gente ~ sem garantia ~ de vida sente todo dia. Daí tem que rolar aquele ajuste de entender que não dá pra mirar a vida inteira com esse termômetro em alerta todo dia. Qualquer alarme que fique 24h em dissonância desregula o que é “estar em alerta”, já que toda hora é hora de atenção. Onde fica o contraste do que realmente merece atenção?
Lembrete: sal de mar ajuda a regular o alarme natural.
E assim foi.
Ps.: Recebi a Fujifilm X100VI de volta /o/


